(Parte 02) Entrevista com a pesquisadora de TCI – Dra. Anabela Cardoso

(Parte 02) Entrevista com a pesquisadora de TCI – Dra. Anabela Cardoso

Continuação:

REDE TCI BRASIL: Qual a periodicidade de seus experimentos com vozes e qual o método utilizado para obter seus resultados?

DRA. ANABELA CARDOSO:
Eu experimento duas vezes por semana.
Não tenho método especial, apenas uso o método habitualmente empregado na experimentação com vozes psicofônicas (EVP como são conhecidas internacionalmente). Este método está descrito no artigo que junto, para o caso de querer dar a conhecê-lo aos seus leitores; mas, como disse, é o método clássico já desde os tempos de Jürgenson e Raudive. Só tenho um princípio fundamental – não uso vozes humanas, de radio ou outras, como ruído de fundo, embora no início o tenha feito, mas muito poucas vezes. Por motivos óbvios não aspiro a resultados paranormais misturados numa confusão de vozes normais. Ninguém os tomaria a sério. Como me disse uma vez um professor catedrático de Física: “É o melhor caminho para a pareidolia!”

REDE TCI BRASIL: Sob seu olhar, como vês a TCI, considerando esta uma forma particular de contato com entes falecidos? Do seu ponto de vista, podemos afirmar ser a TCI uma boa forma de mantermos contatos com nossos mortos e com isso trazer paz a nossos corações?

DRA. ANABELA CARDOSO:
Sim, creio que a TCI é uma forma privilegiada de tentar o contacto como os nossos seres queridos falecidos e com outras entidades superiores. Desde o dia em que pela primeira vez tentei, e posteriormente recebi estes maravilhosos contactos, que é essa a minha opinião. É um método que dispensa a intervenção de intermediários já que cada um pode fazer a sua própria experimentação. Além disso, os resultados constituem uma prova objetiva da sobrevivência, sempre que não tenham sido mal interpretados. Esta é uma condição indispensável. E para realizá-la necessitamos de muito sentido crítico e de outros companheiros, perfeitamente neutros e desinteressados, que nos ajudem a confirmar as nossas interpretações das mensagens recebidas.
Os próprios comunicadores indicaram por diversas vezes em vários sítios do mundo, que este foi um dos objetivos do seu trabalho ao desenvolver o método da Transcomunicação Instrumental. Que cada um pudesse tentar o contacto livre de interferências de outros e de intermediários. Nunca devemos esquecer que a TCI é o resultado dos esforços dos nossos amigos no mundo seguinte de vida, não dos experimentadores terrenos.

REDE TCI BRASIL: Qualquer pessoa pode praticar a TCI?

DRA. ANABELA CARDOSO:
Sim, qualquer pessoa mental e emocionalmente sã pode praticar a TCI. Convém que não esteja a viver um recente e doloroso processo de luto. Tal circunstância impediria o seu sentido crítico de se manifestar plenamente e a pareidolia poderia manifestar-se facilmente. Quero dizer que por projeção mental inconsciente, poderia ouvir o que o seu coração deseja e não o que o áudio contém realmente. É quase inevitável e por isso mesmo é indesejável. A TCI é um método que pode produzir resultados objetivos. Vozes (ou imagens) em que qualquer pessoa ouça, ou veja, o mesmo conteúdo. São esses resultados os que desejamos e para eles devemos trabalhar.

REDE TCI BRASIL: Para a sra. qual é a finalidade da TCI?
DRA. ANABELA CARDOSO:
Como disse acima, além do contacto com os nossos seres queridos falecidos, a TCI deve fazer-nos refletir sobre a vida e sobre as nossas prioridades. Deve, sobretudo, contribuir para a expansão da consciência. Ajudar-nos a aceitar a tão necessária mudança de paradigma. Ajudar-nos a passar dos interesses materialistas do mundo e da época em que vivemos para interesses de outra natureza, mais elevados e éticos.

REDE TCI BRASIL: Saberia informar a respeito da TCI do Grupo de Luxemburgo (Casal Jules e Maggy H. Fischbach) se o grupo continua em plena atividade e se sim, quais as importantes atualizações nos contatos ocorridos por este grupo?
É de suma importância que tenhamos, aqui no Brasil, acesso a estas informações, vindas de fonte fidedigna, pois se trata de um grupo sério e comprometido com a verdade em suas pesquisas na TCI.

DRA. ANABELA CARDOSO:
Que se saiba o Grupo do Luxemburgo não continua a sua experimentação, pelo menos a nível público. Desde há anos que o casal Harsch-Fischbach não dá notícias sobre as suas experiências de transcomunicação instrumental. Não sabemos se continuam ou se as pararam definitivamente. Eles foram vítimas de muita inveja, muita calúnia e muita difamação. Deve ter sido muito duro tendo em conta que os resultados obtidos por seu intermédio constituem um dos expoentes mais altos da TCI e da pesquisa sobre a hipótese da sobrevivência à morte física. Costumo dizer que a humanidade viveu no Luxemburgo um momento de graça. Poderia continuar dizendo que parece não ter sabido aproveitá-lo…
REDE TCI BRASIL: Como as pessoas poderão adquirir mais informações sobre este tema tão instigante além de adquirirem seu material com os resultados de suas pesquisas e este trabalho maravilhoso que vêm desenvolvendo em prol da Humanidade? Fale-nos um pouco dos Cadernos TCI.

DRA. ANABELA CARDOSO:
A publicação Cadernos de TCI (ITC Journal) começou no ano 2000 com o propósito de divulgar da forma mais correta, séria e rigorosa de que fomos capazes tudo o que se refere à TCI no mundo. Centramo-nos naturalmente na Europa, pois os que iniciamos o projeto vivemos na Europa. Começamos a publicar artigos em três línguas- português, inglês e espanhol. Era um trabalho não só exaustivo como pouco produtivo que exigia de mim, pois era eu quem fazia as traduções, um enorme esforço e gasto de tempo. Devido à minha própria experimentação, que também me exigia grande dispêndio de energia, a certo ponto vi-me obrigada a publicar apenas artigos em inglês. E Cadernos de TCI tornou-se o ITC Journal. A maior parte dos leitores, espalhados por todo o mundo, dominavam a língua inglesa e os de língua portuguesa entendiam também o inglês. Estamos nesse ponto. O ITC Journal não tem pessoal pago. Tudo é feito voluntariamente por gente dedicada à investigação e à divulgação, especialmente da TCI e de seus resultados, mas também de alguns aspectos mais invulgares da pesquisa sobre a sobrevivência da consciência como é, por exemplo, o caso de manifestações pós-morte de animais, a consciência do mundo vegetal, etc.

REDE TCI BRASIL: Deixe uma mensagem para àquelas pessoas do Brasil, em especial, as que queiram se dedicar e as que já se dedicam à prática responsável em pesquisas voltadas para esta área da ciência (TCI).

DRA. ANABELA CARDOSO:
Amigos do Brasil que bom que falamos a mesma língua! Assim tudo é mais fácil, pois o entendimento é mais direto.
O que desejo dizer-vos está contido nas minhas respostas às pertinentes perguntas dos nossos amigos da Rede TCI Brasil, a quem muito agradeço o interesse e constante carinho.
A mensagem principal é para vos pedir que porfiem no vosso trabalho. Que não desistam nunca, mas também que estejam atentos aos resultados. A TCI é real e o contacto direto e maravilhoso com os nossos amigos e seres queridos que já não vivem nesta dimensão pode ser conseguido. Mas se necessita muita precaução, muito rigor e muito trabalho para não nos enganarmos a nós próprios e aos outros quando se publicam resultados ambíguos. Nada é mais prejudicial à TCI do que a falta de critério e sentido crítico.
Muitas felicidades e um grande abraço para todos os transcomunicadores aí no Brasil!

CONSIDERAÇÕES FINAIS:
REDE TCI BRASIL: Agradecemos a Dra. Anabela Cardoso a oportunidade de podermos contar com sua expressiva experiência e seriedade, nos estudos da Transcomunicação Instrumental, e por ter concedido à Rede TCI Brasil, esta importante entrevista.

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