(Parte 01) Entrevista com a Pesquisadora de TCI – Dra. Anabela Cardoso

(Parte 01) Entrevista com a Pesquisadora de TCI – Dra. Anabela Cardoso

Uma mulher normal, que vivenciou o “impossível”: contatos com outra dimensão através de vozes clara e audíveis recebidas por meios eletrônicos durante experiências  de Transcomunicação Instrumental (TCI) do inglês Instrumental Transcommunication (ITC).

Uma diplomata, nos conta as experiências surpreendentes que transformaram a sua vida desde que começou a investigar a TCI em 1997. O nível de concordância entre as comunicações recebidas pela pesquisadora e conceitos, mesmo palavras, gravadas por outros experimentadores de Jürgenson e Raudive aos operadores contemporâneos, constitui prova convincente da realidade do próximo mundo que espera por todos nós. Como comunicadores do Rio do Tempo (Uma das estações do Além que se comunica com a mesma) disse a Dra. Anabela Cardoso: “Os mortos passam por aqui, vocês passam por aqui!”
Com esta singela entrevista a REDE TCI BRASIL irá fornecer informações sobre estes contatos audio, gravados em condições controladas, com seres numa dimensão evoluída, que eles descrevem como “em outro espaço além do tempo” captados por não menos do que esta brilhante e competentíssima pesquisadora. Esta dimensão evoluída da vida corresponde a um estado evoluído da consciência na seqüência evolutiva cósmica.

 

Sobre a pesquisadora entrevistada:

Anabela Cardoso licenciada em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Portugal e Doutora em Public Service (Honoris Causa pela Universidade Roger Williams, de Bristol, EUA). Uma diplomata portuguesa de carreira desde 1976,  Dra. Cardoso foi a primeira mulher a ocupar um posto diplomático no exterior do seu país.
Ex-membro da SPR (Society for Psychical Research). Em 2000, Dra. Anabela Cardoso fundou o Jornal de TCI (ITC Journal), constituído por um Conselho Editorial de cientistas internacionalmente reconhecidos e investigadores da parapsicologia. Esta  pesquisadora é uma colaboradora regular do Jornal e de outras publicações internacionais de investigação psíquica e tem feito apresentações sobre a TCI e o seu trabalho a nível internacional. No ano de 2005  Dra. Anabela Cardoso fundou o ITC Journal Research Centre, na Espanha, onde vive atualmente. Em 2007 foi premiada com bolsas de investigação por duas instituições internacionais.

 

ENTREVISTA:

REDE TCI BRASIL: Fale-nos um pouco sobre sua relação com a TCI e suas pesquisas?

DRA. ANABELA CARDOSO: a minha relação com a TCI tornou-se o acontecimento mais importante da minha vida desde que, em Janeiro de 1998, recebi as primeiras frases de vozes psicofónicas (EVP). Quando em Março do mesmo ano recebi as primeiras vozes directas de radio (VDR), foi um total deslumbramento e tornei-me uma investigadora dedicada não só à experimentação assídua, como também empenhada na sua divulgação da forma mais honesta, rigorosa e genuína de que sou capaz.

 

REDE TCI BRASIL: Sabemos que seus resultados em vozes incluem o aspecto, pouco comum, de vozes diretas do radio (VDR). Poderia nos relatar como ocorreu o fenômeno VDR no dia 11 de março de 1998?

DRA. ANABELA CARDOSO: No dia 11 de Março 1998, estava, como habitualmente, experimentando para vozes psicofónicas, a que tenho o costume de chamar EVP usando a sigla em inglês de ‘Electronic Voice Phenomenon’, quando, de repente, do altifalante de um dos rádios começou a emanar uma voz masculina, muito alta e clara, que se dirigia a mim pessoalmente. Eu tinha feito uma pergunta como se faz na experimentação para EVP. Eram as 19.30h da tarde de um dia claro, quase de primavera.

Não lhe posso contar numa entrevista o que significou para mim essa extraordinária experiência, pois necessitaria várias páginas para fazê-lo. No meu livro ‘Electronic Voices’ fiz um relato bem detalhado do que senti. No entanto os sentimentos foram tão avassaladores que nem esse relato pode exprimir o que senti em todo o pormenor. É necessário vivê-lo!

Para resumir, diria que experimentei uma mistura de emoções tão diversa como nunca havia sentido na minha vida – por um lado, total fascínio por uma comunicação que me dizia, gritando, que “falava de outro mundo!” e, ao mesmo tempo, certo receio, não das vozes em si, mas da ‘porta’ que nesse mesmo momento se abria ao desconhecido no meu universo pessoal. O desconhecido infunde sempre respeito, temor e muita cautela. Mas quando se passa a barreira do medo é o total deslumbramento! Nada se lhe pode comparar.

 

REDE TCI BRASIL: Qual é a sua visão em relação às pesquisas de TCI no mundo e o desenvolvimento futuro da mesma?

DRA. ANABELA CARDOSO: Penso que a TCI tem, infelizmente, sofrido um declínio nos últimos tempos, devido talvez ao atual predomínio da Internet. A Internet não sabe qual é a verdade nem qual é a informação mais idônea. Tudo vale! É muitas vezes um sinônimo de desinformação. Teve certamente a vantagem de abrir portas que, de outro modo, estariam possivelmente reservadas apenas àqueles em posse do conhecimento da disciplina, mas fê-lo à custa do detrimento da qualidade dos resultados apresentados publicamente e espalhando muita confusão sobre o que são realmente resultados positivos e falsos resultados, pareidolias, projeções inconscientes etc. Contribuiu muitíssimo para o actual descrédito desta tão importante disciplina.

Creio que o futuro desenvolvimento da TCI está ligado ao desenvolvimento mental-espiritual das pessoas. Refiro-me à humanidade em geral, e quero dizer com isto que a mentalidade humana se deverá abrir a novas possibilidades, a novos paradigmas, ou pelo menos à hipótese de novos paradigmas; mas penso também, muito especialmente, nos experimentadores em TCI. Em minha opinião todos nós devemos pugnar pela total transparência, pela honestidade, pelo rigor, promover o sentido crítico em nós mesmos e nos outros, cultivar a modéstia e valores éticos elevados. Bem sei que nem sempre é fácil por em marcha esta atitude, mas tentá-lo firmemente é já meio caminho andado!

Diria, então, que o futuro da TCI depende do progresso humano.  Progresso no sentido do ser; não no sentido do ter nem sequer do fazer. O avanço da consciência é o mais importante de todos os progressos.

Disse o falecido Constantin Raudive à senhora Aline Piget, em França, durante o primeiro telefonema anómalo recebido naquele país da Estação ‘Zeitstrom’ na dimensão seguinte de vida: (Tradução da mensagem original em francês) “I would like you to know, dear Aline, that the object of an earthly life is not just the goodness. The object is to be conscious…” (Gostaria que você soubesse querida Aline, que o objetivo de uma vida na Terra não é apenas a bondade. O objectivo é ser consciente). Publicado em ITC Journal nº 2, junho 2000.  A este tipo de progresso me refiro.

 

REDE TCI BRASIL: Baseado em seu ponto de vista, poderia pontuar os requisitos básicos para se lograr êxito na prática da TCI, efetivamente?

DRA. ANABELA CARDOSO: Agora sim que me coloca uma questão difícil amiga Suely! Perguntei uma vez aos meus interlocutores que me dizem falar de outra dimensão, quais eram as condições para os contactos com o seu mundo. “Não há condições, responderam-me eles. Todavia, de um ponto de vista prático, digo-lhe, parafraseando Friedrich Jürgenson quando George Meek lhe fez uma pergunta semelhante, que é necessário ter a capacidade de assumir o ridículo e o descrédito, que muitas vezes nos atingem devido à nossa investigação em TCI (falo do panorama na Europa, o único que conheço bem). Em segundo lugar, é necessário ter muita perseverança, constância e paciência, qualidades que os contactos requerem sem limites. Ainda, ter disponibilidade financeira para experimentar com equipamento eletrônico e, caso o mesmo não seja adequado, pô-lo de lado e comprar outro. São estes os requisitos básicos indicados por Jürgenson, que eu subscrevo totalmente. O relato fá-lo John Fuller no seu livro ‘The Ghost of 29 Megacycles’, (1985 London: Souvenir Press Ltd.). Fuller seguiu de muito perto toda a trajetória de Meek e O’Neil e do seu grandioso projeto Spiricom. É um livro que recomendo.

Não obstante, também quero deixar claro que ninguém pode honestamente garantir que se vão conseguir resultados. Perguntou uma vez o grande investigador de parapsicologia David Fontana aos meus comunicadores da Estação Rio do Tempo qual a razão porque umas pessoas obtêm resultados e outras não. “Depende de Rio do Tempo”, disseram eles.

 

REDE TCI BRASIL: Sabemos que fostes uma das pesquisadoras, juntamente com outros, que estivera presente em uma demonstração no Centro psicofônico de Grosseto, para averiguação do fenômeno Marcelo Bacci . Qual sua visão, como pesquisadora, do que pode vivenciar durante este experimento de Marcello Bacci?

DRA. ANABELA CARDOSO: Foi uma experiência interessantíssima, pois falei com os interlocutores de outro mundo, que comunicam com Marcello Bacci, sempre em português e, ao cabo de duas ou três insistências minhas, obtive respostas claras e coerentes da sua parte também em português. Naturalmente que ninguém conhecia a minha intenção de por em prática este protocolo, o qual, aliás, pensei no último momento quando já estava a falar com os comunicantes.

Abstenho-me de entrar no aspecto técnico da questão, que pode ser analisado através da leitura do relatório publicado em Cadernos de TCI.  De qualquer modo, o ponto que considero mais importante é o que refiro acima.

 

 

 

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