Klaus Schreiber

Klaus Schreiber

Técnico em proteção contra o fogo. Aposentou-se aos 59 anos de idade, devido a uma série de problemas de saúde, como doenças nos ossos, artrite e bronquite, tendo de permanecer em casa, localizada em Aachen, Alemanha. A vida de Klaus Schreiber foi marcada pela morte trágica e todos os seus parentes, esposa e filhos. Sua primeira esposa faleceu vítima de uma embolia, em 1968, deixando-lhe dois filhos, Robert e Karin. Esta última, ainda criança, foi criada pela esposa do irmão de Schreiber.

Karin tornou-se assistente de medicina. Certa ocasião feriu-se e não foi bem cuidada, vindo a falecer poucos dias antes de completar 18 anos de idade. Posteriormente, em 1968, com 22 anos o seu filho Robert faleceu em circunstâncias trágicas. Pouco depois, o sobrinho de Schreiber faleceu , aos 28 anos. E, alguns meses após, a mãe desse sobrinho também morreu. Com isso, o cunhado não suportou e suicidou-se. A mãe de Schreiber, logo em 1977, faleceu com 81 anos de idade.

Apesar de tudo, Klaus Schreiber era um homem bem-humorado, pois se dava muito bem com a sua segunda esposa Agnes, com seus filhos e gostava de sua casa nos arredores de Aachen.

Um grande cômodo, no porão de sua residência, Klaus transformou em salão de festas, onde seus filhos brincavam e onde ele mesmo encontrava-se regularmente com amigos e vizinhos, alguns da época de escola.

Numa típica tarde de primavera de 1982, a situação foi diferente. Klaus e alguns amigos bebiam cerveja e aguardente. Todos estavam muito alegres. Alguém, na roda, falava das histórias inacreditáveis que ouvira no rádio, de manhã cedo. Eram informações a respeito de vozes que vinham do Além, e de sinais de outras dimensões. Como sempre, quando se referiam a esse tema, havia discussão. Uns diziam: “ é tudo insensatez”. Outros afirmavam: “morte é morte e não há pílulas que ajudem a evitá-la”. Entretanto, alguns achavam que poderia haver vida após a morte, mas que não existiam meios para comprovar isto. Possivelmente, tudo terminasse mesmo com a morte.

Em vista disso, Klaus Schreiber decidiu experimentar. Ele propôs: “ Vamos fazer uma experiência. Aqui está o gravador  e , também, uma fita virgem. Deve ser  um tanto simples chamar os mostos”. De certa forma, todos acharam que era uma brincadeira meio macabra. Se alguém tivesse de fazer alguma coisa semelhante, então, que fosse de uma forma mais solene; talvez tivessem de acender algumas velas. Brincadeira- disse Klaus Schreiber – se eu entendi direito pelo rádio, isso é um problema técnico apenas. E quem seria nosso contato no além?

O Peter- disse alguém da roda- Ele deve estar chateadíssimo por não se encontrar aqui, junto conosco.

Peter era um colega deles que havia falecido, algumas semanas atrás, em consequência de uma operação. Todos sentiam falta dele.

A tecla para a gravação foi pressionada e, a seguir, alguém falou: “ Peter, onde você está?Venha tomar uma cervejinha com a gente!”. Depois de uns dez minutos, o aparelho foi desligado e fez-se o retorno da fita. Após, isso ligaram a tecla para a reprodução de som gravado. Logo escutaram o apelo ao Peter, que havia sido feito no início da gravação. Seguiu-se um intervalo, apenas com o ruído típico do ambiente em silêncio. De repente, surge uma voz: “ Alô, amigos!”.

Eles entenderam imediatamente, e ficaram todos pálidos. Nenhum deles havia dito tais palavras, antes. Além disso, reconheceram perfeitamente a voz do falecido colega, que tinha um forte sotaque de Aachen.

Schreiber chamou sua mulher, Agnes. Ela não conseguia acreditar. Era realmente a voz de Peter.

Naquela noite, não foi mais falada muita coisa durante a festa. A alegria havia ido embora, e os amigos logo se separaram. A maioria deles nunca mais voltou. Eu me tornei um homem sozinho- diz Schreiber,-mas minha vida tomou outro rumo, adquiriu outro sentido. Eu sei que , com a morte, a vida não chega ao fim, e que todos os meus queridos que estão no Além encontram-se felizes.

A partir deste fato ele construiu ao lado do salão um pequeno laboratório com geradores de sinais de radiofrequência, vários gravadores eletrônicos, aparelhos de TV, filmadoras de vídeo cassetes com mensagens paranormais organizadas para seu uso.

O fato de ele se envolver com outros seres, que estão além do nosso conhecimento, transformou-o, de um homem doente, em uma pessoa cheia de vitalidade. Continuou realizando milhares de experiências. Pouco a pouco ele foi aperfeiçoando os seus aparelhos.

Também, como outros pesquisadores, recebeu dos “mortos” conselhos e instruções para serem utilizados em seus equipamentos, com o objetivo de melhorar a comunicação com eles. Desse modo foi aumentando o numero dos seus comunicantes.

Dois anos depois, Schreiber já possuía uma coleção de centenas de comunicações bem compreensíveis.

Ele criou oportunidade para muitas pessoas que, ainda em luto, puderam ouvir as vozes de seus familiares falecidos, o que as consolava e convencia da continuidade da existência daqueles, após a morte.

Foi em meio a essas configurações que, no mês de maio de 1984, ele já havia recebido diversas mensagens que prenunciavam; iremos via TV- Logo nos verá na TV. Até que  no mesmo mês ele recebeu um aviso enfático na fita: Ligue a TV. Este aviso motivou-o a iniciar tentativas com uma câmara de vídeo e de TV, mas naquela oportunidade nada conseguiu. Mas seguindo novas pistas sugeridas pelas vozes, Klaus continuou tentando.

Klaus Schreiber não possuía quaisquer conhecimentos técnicos, em ambições parapsicológicas, entretanto o seu amor pelos familiares falecidos constituía um elo além túmulo, dando-lhe força e persistência para suas prolongadas tentativas, muitas vezes sem resultado, atravessando muitas noites.

Sua filha Karin tornou-se o seu principal contato no Além. Por intermédio dela, Schreiber foi recebendo novas orientações para montar o sistema capaz de obter as imagens em telas de TV, até que uma nova comunicação do Além levou-o a dirigir sua câmera de vídeo sobre a tela da TV, o que fez com que ele visse sua TV refletida no vídeo.

A próxima sugestão do “outro plano! Conduziu-o ao rumo certo. A palavra-chave gravada na fita era: Canal vazio. Schreiber viu surgir na tela uma vaga imagem de nuvens, no meio dos quais cristalizou-se sua filha Karin, falecida aos dezoito anos de idade. Era o dia 30 de setembro de 1985, a data memorável que ficará na história dessa pesquisa. Neste dia, pela primeira vez, alguém conseguiu ver a primeira imagem dos mortos em uma TV da Terra.

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