Ken Webster

Ken Webster

                  Professor de economia da escola de 2º grau Hawarden, Ken Webster, residente em Dodleston perto de Chester, na Inglaterra,  em seu livro : Os mortos comunicam-se por computadores, declara que seu  “microcomputador está assombrado “ pelo Espírito de um certo Thomas Harden, que havia morrido há mais de 400 anos.

                 Tratava-se de um personagem histórico do século XVI que teria se comunicado com o professor, no decorrer de 1984 e 1985.

 Após ler a mensagem deixada pelo espírito de um certo Thomas Harden, Ken Webster relata:

               “ Não pude conter-me, pois a sensação mais perturbadora e negativa me sobreveio. Um calafrio percorreu minha espinha e ameaçou tremer meus pés. Tomei as duas primeiras linhas e as li e reli. O resto eu parecia não ver nesses primeiros segundos. Era, obviamente, dirigido a nós. Era apavorante. Senti-me mal por tê-lo chamado à tela. Deb começou com as perguntas, que não resultaram em nada.”

                    Em fevereiro do ano seguinte mais uma surpresa ao olhar o computador. Novamente uma entrada adicional.

                    Chamava-se “ Reate”. Ken acionou a tecla e após novamente ouvir um zumbido e um estalido, seguiu-se uma mensagem, dessa vez com vinte linhas e assinada por L.W.

                    A partir deste fato, ocorrido em 9 de fevereiro, o prof. Webster tomou a iniciativa de dialogar com o estranho L.W. Digitou, então, em seu computador, dez perguntas aleatórias, baseadas na mensagem  anteriormente recebida.

                    Na tarde do dia seguinte, ele obteve as suas respostas e o estranho assina, dessa vez, colocando em seguida uma data: L.W.,de março de 1521.

                     O desconhecido datou a mensagem, registrando o ano 1521, sendo do século XVI. Num inglês arcaico, condizente com o período histórico no qual dizia viver, citando personagens do reinado de Henrique VIII, o que sugeria uma pesquisa bibliográfica. Também L.W.chamava o computador de “caixa de luz” ou de “máquina de escrever”. Revelou ser essa máquina uma coisa maravilhosa para ele, algo realmente incomum e que embora lhe fosse inteiramente desconhecida, fora suficientemente esperto para aprender a lidar com ela, a máquina, ao ver Ken fazê-lo.

                     O personagem do XVI dizia-se descrente do saber que Webster pertencia ao ano de 1984, estando, portanto, no seu futuro. Lukas, então. Revelou, a Ken Webster que estava desconfiado ser ele um fantasma, que estava a assombrar sua casa, causando-lhe perturbações. O curioso é que Ken Webster estava pensando o mesmo sobre Lukas.

                      Essa comunicação paranormal respondida para Webster e os seus amigos porque eles não haviam encontrado, em suas pesquisas históricas, o personagem Lukas Wainman, no século XVI. Este não era o seu verdadeiro nome. A partir de então, Ken começou de forma muito insistente procurar saber o verdadeiro nome de Lukas.

                     Mais tarde, esse mesmo “ amigo” voltou a se comunicar, identificando-se como John e revelou que Lukas Wainman estava na prisão, porque a Coroa havia descoberto que ele estava se comunicando com “Ken”, o homem do futuro.

                     O fato  fez com que L.W. no seu tempo, resolvesse  escrever um livro sobre essas experiências e não sendo possível guardar segredo sobre as mesmas , essas informações tenham chegado ao conhecimento da corte, deixando o futuro autor em apuros. Antes, porém, de se deixar ir preso ao calabouço, Lukas já havia solicitado a Ken algumas vezes mais informações sobre o futuro para que ele pudesse concluir o seu livro.

                  A partir de então, Ken começa a se comunicar com “Lukas” e “2109” simultaneamente.

                  Ken e seus amigos descobriram de uma fonte original, que Thomas tinha sido um crente e se retirado para uma obscura aldeia de Chester para sobreviver à revolução do rei Henrique VIII.  Descobrem, na casa de Thomas, a ocorrência de poltergeist, concluindo que deveria ser a influência de 2109. Então Thomas começa a escrever através da escrita direta, dessa vez em papel e com uma caneta, sempre deixados por Deb, assinando, também, o seu verdadeiro nome, no intuito de que os seus diálogos com Ken não sofressem a participação ou o conhecimento de 2109.

                   Thomas revela a Ken, então, que tudo começou quando viu uma luz descer pela sua chaminé e presenciou alguém deixar uma lente luminosa em sua casa, através da qual conseguia acessar o computador.

                   Ken Webster relata sua extrarordinária história em um livro que se intitula Vertical Plane. ( Plano Vertical, England, Gafton Books, 1989 ).

                   No Brasil o seu livro foi traduzido e publicado com o título: “ Os mortos comunicam-se por computadores ?” ( Ed. Edicel, Sobradinho, DF.).

                    O fato é, que, de dezembro de 1984 a março de 1987, cerca de 300 mensagens foram recebidas, incluindo as de giz, os manuscritos e os textos por computador. Algumas continham mais de quatrocentas palavras.

                    O especialista em idioma inglês antigo, Peter Trinder, examinou cautelosamente os escritos e as mensagens, com rigorosa análise científica e assim se expressa sobre o assunto.

                “- Desde o início do meu envolvimento com as mensagens, o que mais me intrigou foi a linguagem na qual eram escritas, depois me cativaram e finalmente me convenceram. Tornei-me cada vez mais seguro de que, anteriormente, deve ser a própria natureza dessa linguagem  que comprova a autenticidade da experiência como um todo.”

                    Mas Ken Webster ainda concluiu, nas últimas palavras do seu livro, com uma esperançosa expressão:

                  “ Para mim mesmo, espero que alguém encontre um livro, que um amigo me deixou há alguns anos atrás .“

 

 

 

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