Carmen Falkenbach capta a voz da filha pela TCI

Carmen Falkenbach capta a voz da filha pela TCI

Este relato tem objetivo de apresentar o resultado da minha primeira experiência em Transcomunicação Instrumental; demonstrar a realidade da TCI e testemunhar que a prática desse recurso pode proporcionar conforto aos que sofrem a separação de entes queridos.

Desde menina, a morte foi presente no meu pensamento. Muitas vezes, me questionava sobre a vida, o sentido de viver. Entretanto, não me sentia em condição de aprofundar esses questionamentos.

A morte prematura e repentina de minha filha, a maior tragédia que eu jamais poderia pensar viver, me levou a uma busca desesperada por respostas. Queria compreender, queria saber da minha filha.

Em meio àquela conturbada situação, no ano de 2002, conheci Suely Pinheiro Raimundo, já naqueles anos uma estudiosa de Transcomunicação Instrumental, hoje uma das maiores divulgadoras dessa pesquisa no nosso País.

Foi com encantamento que fiquei sabendo da possibilidade de ter notícias reais da minha filha. E foi com entusiasmo que segui as orientações da prática de TCI.

Inicialmente, deixava um gravador, com uma fita magnética virgem, ligado, durante toda noite, em local seguro e silencioso. No dia seguinte, ouvia toda fita, na expectativa de perceber alguma manifestação. Foram semanas de esperança, ouvindo apenas o chiado que a fita retinha.

Num determinado dia, não sei precisar quando, repetindo o processo, ouvia o chiado de sempre, quando, de repente, surgiu a voz da minha filha, clara, alta e alegre:

ALÔ ALÔ ALÔ ALÔ ALÔ!!

Não é possível expressar a emoção que tomou conta de mim. Minha filha estava presente!

Minha família e eu sofríamos ao extremo. Aquela voz nos trouxe alegria, esperança.

Encaminhamos a fita à Suely para que examinasse a gravação. Ela reconheceu a captação como verídica e, por sua vez, repassou ao grupo de pesquisadores de que fazia parte.

A gravação foi também por eles minunciosamente analisada; eu fui seriamente questionada sobre várias possibilidades que invalidassem o processo até concluírem que se tratava de uma verdadeira captação de TCI.

De minha parte, além de reconhecer a voz de minha filha, assim como a reconheciam todas as pessoas de minha família, tinha consciência da seriedade com que fazia a experiência. Embora desejasse ardentemente ter notícias da minha filha, só aceitaria a verdade.

Eliminadas todas as possibilidades de que pudesse ter havido algum equívoco na gravação, resultou a conclusão de que se tratava de TCI.

A partir dessa experiência, passei a fazer parte do grupo de pesquisadores, composto pela própria Suely Pinheiro Raimundo, por Paulo Cabral, Phyllis Delduque, Esdras Martins, Amaro Silveira, Marco Aurélio Veado entre outros. Aprendi muito com cada um deles. Com o apoio permanente do grupo, segui minhas pesquisas em TCI e passei a obter outras importantes mensagens.

Sigo aprendendo e me encantando com esse instrumento, que exige prática séria, sincera, tranquila, respeitosa.

Através da Transcomunicação Instrumental, ampliamos a compreensão do sentido da vida.

Pessoalmente, sinto compromisso de contar àqueles que desejam pesquisar sobre a vida e a morte o que aprendi com TCI, a experiência que me transformou. Não posso dizer que tenha superado a dor, mas, sim, que alcancei a esperança.

A esperança é direito de todos.

 

 

Relato de Carmen Falkenbach

Abraços!
Suely Pinheiro
Rede TCI Brasil

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